Diga-me o que odeias, que te direi se vou te amar! App propõe aproximar casais que detestam as mesmas coisas

Geralmente num primeiro encontro você é a pessoa mais amável do mundo, fala de rosas, chocolate, da madre Teresa de Calcutá, do céu azul, dos passarinhos cantando, da lua cheia, linda e exuberante, de quão boa ou bom você é para a humanidade, tudo o que é lindo, maravilhoso, encantador…se gosta de bolo de chocolate ou de cenoura com a cobertura achocolatada, se adora sair para um pagode ou ouvir uma boa MPB e porque não um pesado rock in roll e por aí afora.

Mas os tempos mudaram e até mesmo as conquistas estão se adaptando à realidade, aquele papo de: “e aí, o que você gosta de fazer aos finais de semana?” já não soa mais naturalmente, virou clichê do clichê para muita gente.

É claro que as afinidades precisam ser expostas, mas que tal descobri-las de modo diferente? Afinidar-se (acabei de inventar essa palavra) por meio das desafinidades (bom, acho que essa também não existia) –  vou ser mais clara:

Um aplicativo resolveu aproximar os casais que odeiam as mesmas coisas. E, pensando bem, essa “técnica”, parece bastante objetiva. Fico imaginando quanto papo engraçado deve surgir, a conversa deve fluir tão intensamente…sem contar que o risco de ganhar um presente que detesta deve diminuir intensamente . Sei de casos de quem não gostava de chegar nem perto de flores e recebeu um buquê a cada duas horas do então namorado – que acabou virando ex…

Bom, pra quem amou a ideia de dizer tudo o que não suporta, a proposta é a seguinte: o app Hater,  um Tinder ou Par Perfeito às avessas, criou um sistema de cadastro em que o usuário precisa responder se ama, odeia, não curte ou é indiferente a uma série de temas, e olha que o que não falta é oportunidade para deixar bem claro quanto ódio você tem nesse coraçãozinho cheio de amor pra dar rs, isso porque são mais de três mil assuntos, que podem ser respondidos paulatinamente.

Dentre as questões estão celebridades, políticos, filmes, músicas, comida, enfim, dá pra conhecer muito bem o seu, quem sabe, querido futuro homem ou mulher da sua vida.

Pra quem gostou, o app já está disponível para iOS em vários países, inclusive no Brasil. A previsão é que até julho chegue nos Androids.

“Acorda, Maria bonita”

 

Dimy sempre quis ser tratada feito rainha. Conquistá-la nem era tarefa tão difícil. Admiradora de rosas, adorava recitar poemas, principalmente os que recebia de seus pretendentes. Também era chocólatra nata – magrinha de ruindade! Mas todas as pétalas, poesias e docilidade não passavam da página dois, até alguém pisar em seu pé de anjo.

Rubens era um amante apaixonado, “do tipo que ainda mandava flores”… além de tudo, boa pinta. Todo dia, Dimy recebia dele uma espécie diferente delas, das exóticas às mais simples, lindas, perfumadas e com uma energia que ela não sabia de onde vinha, só as sentia – era de arrepiar. Em sua casa já não havia mais espaço para tanto jardim – no escritório em que trabalhava, idem.

Tudo caminhava na maior perfeição, até que, numa noite fria, final de outono, na sua solitude calma e serena, a jovem deparou-se com uma notícia:

_Acaba de ser reconhecido o “pegaflor”, vulgo Rubão, suposto ladrão de flores dos sepulcros do cemitério “Aqui jaz, na paz!”. Rubens Álvares Coimbra de Oliveira Camargo Junior foi flagrado pelas câmeras de segurança furtando rosas das criptas locais, prática que executava há mais de um mês.

Num passe de mágica, toda aquela beleza encantadora transformou-se em signos funestos espalhados pela casa. A ventania intensa batia em sua janela, como quem quisesse adentrar para sempre naquele universo sinistro. O dia parecia nunca chegar e, logo ao primeiro sinal do alvorecer, tratou de livrar-se dos mimos recebidos.

Sem dó, nem piedade, transformou a entrada do apartamento do rapaz numa verdadeira floricultura funerária. Para finalizar, eternizou a lataria do seu carro com os dizeres: Adeus, Rubão-Pegaflor!

Ah, Dimy e suas manias de tentar decifrar a psicologia masculina com teorias duvidosas! Numa de suas “decodificações” sobre o ser humano, a moçoila quis entender o que fazia um homem estiloso e elegante abrir mão de uma indumentária tão ímpar. Pois bem, Cido não usava cuecas, o que intrigava a jovem, que se desesperava a cada subida de zíper do rapaz. Chegava a ter pesadelos com isso! Em sua análise profunda, tal hábito devia ter alguma relação com a personalidade daquele belo par de olhos azuis, e ela foi a fundo, rumo à descoberta que a fez perder mais um pretendente. Em suas pesquisas em fontes não confiáveis, leu que quem tem esse costume não quer se relacionar com ninguém de verdade, quer viver livre, leve e solto e que tudo não passa de aventuras. Não deu outra: antes mesmo de se ver apaixonada, terminou com Aparecido e ainda o presenteou com uma caixa de sambas-canção.

Ela também conheceu Rique, o escritor. O cara era capaz de interromper uma transa boa, daquelas que raramente acontecem, para escrever algo relevante em suas histórias. Ele estava em seu 15º livro. Ao todo vendeu 20 exemplares, mas acreditava que tudo era uma questão de tempo pra ser mundialmente reconhecido com a sua literatura de terror. Costumava dizer que a melhor maneira de se vingar das ex era em suas escritas. Certo dia, Dimy sonhou com um grande lançamento do que viria a ser o ápice literário do amado, cujo título era “Di nas trevas sem fim”. Claro que ela não queria ser eternizada numa ficção aterrorizante e, sem pestanejar, deixou o pobre autor sem palavras, sem texto, sem personagem e sem namorada.

Em suas andanças, teve outras tentativas frustradas, como a do gringo que conheceu numa piscina de hotel e que, minutos depois, já estava em seu quarto totalmente entregue àquele homem de sotaque sedutor e corpo caliente. Mal se entrelaçaram naquele lençol de seda pura e amassada de tanto prazer, para ele lembrar que precisava voltar ao seu aposento para tomar seu remédio contínuo e que logo voltaria – voltou? Nem ele, nem a carteira dela.

Outra lembrança que jamais saíra de sua memória foi aquela, dos lábios se aproximando e o olhar cada vez mais profundo daquele lindo moreno alguns anos mais moço, quando o cachorro, num latir incessante, pôs tudo a perder e ela, apenas a imaginar como seria…

Tem também aquele caso em que…ops, peraí que a Dimy está acordando, tem sono pesado, mas aos poucos começa a despertar…Só que ela não é mulher pra acordar sem um final feliz em seus sonhos, principalmente quando o assunto tem a ver com o sexo oposto. Ela tem a capacidade de dormir, acordar e voltar a sonhar de onde parou ou escolher em qual parte quer recomeçar. Assim sendo…

Rubens das flores foi o “homem pra chamar de seu”. Tudo começou naquela noite em que ele encheu sua casa com pétalas, orquídeas, rosas vermelhas e lírios do campo, carregadas por um cara livre, leve e com tudo às soltas. O novato do cão que ladra, mas não morde, virou seu amante. A vida do casal florido se transformou em romance de ficção. O autor, que já estava em seu 16º livro, sagrou-se com esse best seller. Sua obra virou filme premiado, apresentado em noite de gala pelo gringo de fala atraente – Dimy e Rubão flutuavam de alegria, até que…

_Dimyarina Maria da Cruz! Acorda pra fazer o meu café, muié, já é tarde, para de sonhar, vem dar um cheiro no seu Raimundão, que já vô mimbora, pra mais uma viagem nesse caminhão, mundo afora!

Livro “Pra mim você morreu!” faz parte da Feira Literária do Shopping Parque Mall

Olha aí a jornalista Claudia Rato, autora do livro “Pra mim você morreu!”, da editora Farol do Forte, em mais um evento de divulgação do seu trabalho. Ela e mais outros escritores estarão presentes nesta sexta e sábado (7 e 8) na cidade de Indaiatuba, no Shopping Parque Mall, para mais uma Feira Literária do projeto Autores e Livros, idealizado pelo cartunista e escritor Moacir Torres.

“Essa é mais uma oportunidade bacana de mostrar o meu livro, tirar foto com o leitor (a-do-ro) e até mesmo pegar mais histórias para uma nova edição, afinal de contas, sempre tem alguém que aproveita a ocasião para me contar um ou outro “causo”, conta a escritora.

O interessante do evento é a diversidade de obras e categorias expostas, desde livros de terror, romance, quadrinhos, crônicas,infantis, dentre outros trabalhos.

Vale lembrar que o “Pra mim você morreu!” é uma coletânea de contos, cheio de histórias divertidas, ora inventadas pela autora, ora vividas por homens e mulheres que passaram por confusões embaraçosas temperadas por infidelidade, ciúmes ou puras paixões exacerbadas. E quem lê, recomenda! “Não tem nada de drama, tragédia, só risos”, explica Claudia.

Além da exposição dos livros, o evento contará também com outras atividades. Na sexta-feira, às 15 horas, haverá contação de histórias, com a autora Maria do Céu – Aruângua.  Já no sábado, será dia de roda de debates com alguns escritores e, na sequência o escritor Marcos Otero dará uma pequena palestra sobre como escrever um livro. Imperdível!

Vaja outros escritores que já confirmaram presença no evento, além dos já citados acima: Antonio da Cunha Penna,  Adelisa Silva, Airton Sobreira, Bruno Peron, Dárcio Romanelli,  Otanir Vaz, Renata Pilger, Rodrigo Otaguro, Cybele Meyer, Jeferson Luiz Cabeça, Vera Ivanov e Wladimir Soares.

A Feira Literária acontece na sexta (7), das 10h às 16h, e no sábado (8), das 10h às 13h. O Shopping Parque Mall está localizado na Rua das Primaveras, 1050, Jardim Pau Preto, Indaiatuba. A entrada é franca e livre. Participe!

Já que resolveram criar um dia para homenagear a mulherada, seguem algumas frases de efeito, e inspiradoras, para a data:

“Não há nada mais importante que a mulher, o resto é bobagem.”
Oscar Niemeyer

“Existem duas maneiras de lidar com uma mulher, e ninguém as conhece.”
Kin Hubbard

“As mulheres existem para que as amemos, e não para que as compreendamos.”
Oscar Wilde

“Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer.”
Carlos Drummond de Andrade

“Mulheres comportadas raramente fazem história.”
Marilyn Monroe

“É mais fácil reconciliar a Europa inteira do que duas mulheres.”
Luís XIV

“São as mulheres que nos inspiram para as grandes coisas que elas próprias nos impedem de realizar.”
Alexandre Dumas

“Uma mulher sem um homem é como um peixe sem uma bicicleta.”
Gloria Steinem

“Só há uma coisa na qual homens e mulheres concordam: nenhum dos dois confia em mulheres.”
H. L. Mencken

“Ser mulher é um negócio dificílimo, já que consiste basicamente em lidar com homens.”
Joseph Conrad

“No amor, as mulheres são profissionais; os homens, amadores.”
François Truffaut

“Pra mim você morreu”
Clarisse, personagem do livro “Pra mim você morreu” (ao se sentir traída pelo amado, a moça resolveu presentear o queridinho com uma coroa de flores com a ilustre frase acima).