Madrinha dinossauro

Você já deve ter ouvido falar que não é nada elegante ir vestida de branco em um casamento ou até mesmo de preto. O branco porque roubaria a cena da noiva, que quer exclusividade na cor. E o preto, porque pode remeter à tristeza de um luto, justamente por ser a cor representativa para esse tipo de sentimento, embora hoje em dia tem muito pretinho básico que passa despercebido em um casório.

Vamos lá: é notório, normal e mais do que aceitável que toda noiva quer chamar a atenção no dia considerado o mais importante da sua vida, afinal de contas, ela leva mais de um ano pensando nessa data, em como vai entrar na igreja , no salão ou onde quer que seja, na música triunfal, no buquê, nos convites, gasta uma grana alta para tudo sair conforme planejou, pensa em todos os detalhes , claro, quer ser a grande atração do evento. Ate aí, nada de novo.

Mas olha o que aconteceu em Nebraska, nos Estados Unidos: para ser legal e não forçar a barra com as madrinhas, que já se apavoram só de pensar que tipo de cor, vestido, tecido e tudo mais devem usar, uma noiva decidiu que as convidadas não  precisariam se preocupar com a vestimenta e que poderiam comparecer à cerimônia como quisessem. Porém, contudo, no entanto e entretanto, para surpresa de todos, a irmã da noiva acatou literalmente a sugestão dada e resolveu, de fato, ir como bem entendesse.

Trajada de tiranossauro rex, a moça, claro, foi a grande atração do casório e as imagens viralizaram mundo afora. E sabe o que a madrinha inusitada disse sobre isso? Que não se arrepende nadinha.

Ao que consta, a noiva não quis matar a “dinossaura”…  e aceitou a brincadeira. E você, o que faria com uma irmã maluca dessas?

“Quando João fala mal de Pedro a gente sabe mais do João do que de Pedro”

Estava eu, cá, lavando uma louça, aliás, nunca vi na minha vida tanta louça surgir nessa pandemia em uma única casa, quando resolvi que poderia aproveitar esse momento para também agregar algo em minha vida. Sim, dá para fazer isso de várias formas, mesmo encarando uma pia de cozinha cheia de tudo para lavar.

Mas vamos ao que interessa, resolvi então ver alguns vídeos no youtube enquanto praticava a minha boa ação na cozinha, até porque preciso criar coragem, na verdade mais deixar a preguiça de lado, e começar a fazer uns videozins também…

Logo que acessei essa mídia, me deparei com publicações da jornalista, escritora e blogueira Julia Tolezano, conhecida como Jout Jout. Nunca lavar um monte de panelas, talheres etc. e tals foi tão agradável. Pela quantidade de bagunça na pia deu pra ver bastante coisa –  um adendo: era louça só do pessoal de casa, não recebi nenhuma visitinha nessa quarentena, até porque eu não sou negacionista, “taokay”?, mas, enfim…

Não lembro exatamente qual era o tema central de um dos vídeos, mas uma frase me chamou muito a atenção e pensei, opa, preciso colocar isso no meu bloguin…era a seguinte: ”Quando João fala de Pedro a gente sabe mais do João do que de Pedro”, vamos atribuir a citação à tia de Jout Jout, pois foi isso o que ela disse. Atribuo e trago aqui para uma reflexaozinha.

Quando você conhece uma pessoa que logo de cara não para de falar (mal) do seu ex ou da sua ex já dá pra fazer uma “análise” desse ser, não é mesmo? Preste bem a atenção. Conheceu alguém, e esse alguém, ao invés de falar de si, não para de detonar seus amores do passado tem algo errado aí, não é mesmo?

Voltando aos meus afazeres do confinamento. Estava euzinha uns dias antes a varrer a calçada de casa, mascarada, é claro – vai que algum maluco para de carro para me pedir informação e eu estou desprotegida. Como diz uma amiga minha “num sô lôoooca!” –  quando não tive como não ouvir o vizinho na rua falando mal da sua ex para seu amigo. Aliás, deu pra ouvir tudinho porque o cara cometeu dois erros nesse momento: disse horrores sobre a mulher e estava sem máscara – ele e o amigo. Eu já tinha visto o rapaz detonando a ex outras vezes nas redes sociais.

Percebi que o tempo passou e o carinha mantém o mesmo discurso negativo, que mais parece fala de quem não se conforma até hoje com a perda. E como eu também conheço a fulana e acompanho suas postagens, pelo que vi ela não está nem ligando para os comentários nonsense do dito cujo e já está muito bem, obrigada, nos braços de outro que, por sinal, só tem elogios a fazer da bonita em suas contas.

Enquanto o vento não me deixava finalizar o recolher das folhas secas caídas desse inverno com cara de outono, não conseguia parar de pensar, que cara chato, ainda não virou o disco. Daí, vem a tia da Jout Jout e me explica tudo.

Taí, gostei da louça de hoje.

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Dicas para os casais sobreviverem na quarentena

Não tá fácil, né amiga? Lembra do juiz de paz, todo confiante com a promessa dos pombinhos do “ficar juntos” na tal da alegria e da tristeza, na saúde e na doença? Só nem ele, nem ninguém, sabia que tinha uma tal de quarentena no meio do caminho…

Agora, o que fazer? É a prova de fogo. Vinte e quatro horas que mais parecem quarenta e oito. Mas vamos ajudar você, que precisa de umas dicas para conviver melhor com o seu parceiro – algumas delas você já deve até providenciado, assim espero…

  1. Os dois precisam dividir o mesmo ambiente para trabalhar – ok, coisas da quarentena. Se tem um quarto sobrando, ótimo, caso resolvido, faz um par ou ímpar e vê quem ganhou na loteria. O outro trabalha na sala mesmo.
  2. Não tem o tal quartinho? Sabe aquela fita crepe que está aí na sua gaveta? Pois bem, ela vai ser muito útil agora. Delimite seus espaços, a começar pela mesa, chão e tudo mais – hora de trabalho é hora de trabalho e ponto.
  3. Chegou a compra da semana e você já passou dez vezes o antisséptico em tudo, desconfiando de qualquer pote de nescau? Chama o lindão pra guardar tudo. Nada mais romântico do que trabalhar em conjunto. Pode até colocar uma musiquinha de fundo.
  4. Não aguenta mais fazer comida todo dia, também não quer pedir delivery e o bonitinho alega não saber fritar um ovo e, assim, não pode colaborar na cozinha? Cogite levar sua mãe pra ajudar – na mesma hora ele vai virar um master chef.
  5. Divida todos os afazeres da casa e que essa prática se estenda pós-quarentena. Se for preciso fazer uma listinha, faça.
  6. Nas horas de folga, tente levar uma vida “normal”. Veja filmes interessantes e que os dois possam assistir juntos, conversem com os amigos em comum pelos meets e afins da internet, joguem videogame, façam ginástica…
  7. Não perca a sua individualidade. Mantenha contato com as amigas…fale de suas ansiedades, saudades e da vontade de tudo acabar pra sair só você e elas. Ah, fale com a sua família também. E não esqueça de perguntar pra sogrinha se está tudo bem também.
  8. Proponha um jantar a dois com um look apropriado, um bom vinho…
  9. Antes de responder qualquer coisa ou brigar por algo corriqueiro, pense dez vezes…isso vale para os dois.
  10. Espero que sua relação sobreviva a essa pandemia e que saiam mais fortalecidos ainda nesse love, mas caso não dê certo essa convivência, talvez esteja na hora de pensar e perguntar se realmente vale a pena esse relacionamento, afinal, essa é a prova de fogo.

#fiqueemcasa

Ai você se mata de tanto desinfetar a compra do mercado, não vê a cara da rua há dois meses, se veste de astronauta pra ir jogar o lixo, compra dez máscaras de pano pra alguma emergência, adquire todos os alimentos que ajudam a aumentar a imunidade, pinta o cabelo com tinta de farmácia, briga com o amigo, com o parente, com o desconhecido na internet sobre a necessidade de ficar em casa e o bonitinho resolve sair, em plena pandemia, pra “espairecer” e lavar o carro…lavar pra quê, cidadão, se vai ficar na garagem???

O resultado dessa escapada? Castigo de 14 dias no quartinho da bagunça, com direito a 15 minutos diários de sol na sacada.

Se liga, rapaz.

O mágico de óh e o cara do elevador

Emily nunca sonhou se casar, tampouco usar os tradicionais vestidos brancos, grinaldas, buquê, enfim, sempre foi totalmente avessa a esse tipo de celebração e dizia que só subiria algum dia no altar com alguém se esse fosse muito rico. E olha que ela teve vários namorados com recheadas contas bancárias, desde o playboy metido que não fazia nada da vida, o médico que só pensava na expansão da sua carreira, o auditor fiscal, de apartamento  e carro luxuoso incompatíveis ao seu já alto salário… mas nessa listinha grande tinha também o músico sonhador , o vendedor de livros e outros tantos. Sua paixão, porém, foi mesmo por Andrey, o mágico pé rapado.

Foram dois anos de namoro, até que resolveram juntar as magias da paixão sob o mesmo teto. Emily tinha suas manias, e Henry suas chatices cotidianas. Ela queria morrer toda vez que abria o guarda-roupa e se deparava com o coelhinho branco, objeto de trabalho do amado, e ele, obcecado por limpeza, enlouquecia sempre que encontrava um copo sujo na pia. Com essas desavenças, vinham as discussões e, nesse quesito, Andrey era especialista – suas atitudes machistas exageradamente insuportáveis já não cabiam mais no paciência de Emily.

Ela exercia sua dupla jornada de trabalhar compulsivamente na atividade de professora dedicada, além de cuidar da casa, mas a bela era muito mais profissional do que recatada e do lar.

Ai dela se Andrey chegasse e encontrasse uma xicrinha de café fora do lugar. Daí vinham os insultos do mágico grosseiro, até que um dia a moça resolveu dar um chega pra lá no rapaz. Cansada de um longo dia de muito trabalho, chegou em casa e o belo dormindo, só esperando a amada chegar para preparar seu jantar.

Mal entrou e o rapaz logo disse: sua negligente, cadê a compra do mercado? Não trouxe nada? E voltou a cochilar. Emily respirou, contou até cem, pegou todas as louças limpas que restavam no armário, lambuzou tudo com dois pacotes de molho de tomate , virou a lata de lixo no chão, fez sua mala e deixou um recado.

Acho que você vai precisar fazer uma boa mágica aqui, quem sabe consegue tirar da cartola outra escrava porque essa aqui já era. Adeus, seu cretino.

Quando no elevador com três malas cheias, um belo rapaz prontificou-se a ajudar. Essa foi a melhor mágica que aconteceu na sua vida. Além de gentleman, educado e lindo, Leoni era expert na magia do amor.