“Quando João fala mal de Pedro a gente sabe mais do João do que de Pedro”

Estava eu, cá, lavando uma louça, aliás, nunca vi na minha vida tanta louça surgir nessa pandemia em uma única casa, quando resolvi que poderia aproveitar esse momento para também agregar algo em minha vida. Sim, dá para fazer isso de várias formas, mesmo encarando uma pia de cozinha cheia de tudo para lavar.

Mas vamos ao que interessa, resolvi então ver alguns vídeos no youtube enquanto praticava a minha boa ação na cozinha, até porque preciso criar coragem, na verdade mais deixar a preguiça de lado, e começar a fazer uns videozins também…

Logo que acessei essa mídia, me deparei com publicações da jornalista, escritora e blogueira Julia Tolezano, conhecida como Jout Jout. Nunca lavar um monte de panelas, talheres etc. e tals foi tão agradável. Pela quantidade de bagunça na pia deu pra ver bastante coisa –  um adendo: era louça só do pessoal de casa, não recebi nenhuma visitinha nessa quarentena, até porque eu não sou negacionista, “taokay”?, mas, enfim…

Não lembro exatamente qual era o tema central de um dos vídeos, mas uma frase me chamou muito a atenção e pensei, opa, preciso colocar isso no meu bloguin…era a seguinte: ”Quando João fala de Pedro a gente sabe mais do João do que de Pedro”, vamos atribuir a citação à tia de Jout Jout, pois foi isso o que ela disse. Atribuo e trago aqui para uma reflexaozinha.

Quando você conhece uma pessoa que logo de cara não para de falar (mal) do seu ex ou da sua ex já dá pra fazer uma “análise” desse ser, não é mesmo? Preste bem a atenção. Conheceu alguém, e esse alguém, ao invés de falar de si, não para de detonar seus amores do passado tem algo errado aí, não é mesmo?

Voltando aos meus afazeres do confinamento. Estava euzinha uns dias antes a varrer a calçada de casa, mascarada, é claro – vai que algum maluco para de carro para me pedir informação e eu estou desprotegida. Como diz uma amiga minha “num sô lôoooca!” –  quando não tive como não ouvir o vizinho na rua falando mal da sua ex para seu amigo. Aliás, deu pra ouvir tudinho porque o cara cometeu dois erros nesse momento: disse horrores sobre a mulher e estava sem máscara – ele e o amigo. Eu já tinha visto o rapaz detonando a ex outras vezes nas redes sociais.

Percebi que o tempo passou e o carinha mantém o mesmo discurso negativo, que mais parece fala de quem não se conforma até hoje com a perda. E como eu também conheço a fulana e acompanho suas postagens, pelo que vi ela não está nem ligando para os comentários nonsense do dito cujo e já está muito bem, obrigada, nos braços de outro que, por sinal, só tem elogios a fazer da bonita em suas contas.

Enquanto o vento não me deixava finalizar o recolher das folhas secas caídas desse inverno com cara de outono, não conseguia parar de pensar, que cara chato, ainda não virou o disco. Daí, vem a tia da Jout Jout e me explica tudo.

Taí, gostei da louça de hoje.

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Dicas para os casais sobreviverem na quarentena

Não tá fácil, né amiga? Lembra do juiz de paz, todo confiante com a promessa dos pombinhos do “ficar juntos” na tal da alegria e da tristeza, na saúde e na doença? Só nem ele, nem ninguém, sabia que tinha uma tal de quarentena no meio do caminho…

Agora, o que fazer? É a prova de fogo. Vinte e quatro horas que mais parecem quarenta e oito. Mas vamos ajudar você, que precisa de umas dicas para conviver melhor com o seu parceiro – algumas delas você já deve até providenciado, assim espero…

  1. Os dois precisam dividir o mesmo ambiente para trabalhar – ok, coisas da quarentena. Se tem um quarto sobrando, ótimo, caso resolvido, faz um par ou ímpar e vê quem ganhou na loteria. O outro trabalha na sala mesmo.
  2. Não tem o tal quartinho? Sabe aquela fita crepe que está aí na sua gaveta? Pois bem, ela vai ser muito útil agora. Delimite seus espaços, a começar pela mesa, chão e tudo mais – hora de trabalho é hora de trabalho e ponto.
  3. Chegou a compra da semana e você já passou dez vezes o antisséptico em tudo, desconfiando de qualquer pote de nescau? Chama o lindão pra guardar tudo. Nada mais romântico do que trabalhar em conjunto. Pode até colocar uma musiquinha de fundo.
  4. Não aguenta mais fazer comida todo dia, também não quer pedir delivery e o bonitinho alega não saber fritar um ovo e, assim, não pode colaborar na cozinha? Cogite levar sua mãe pra ajudar – na mesma hora ele vai virar um master chef.
  5. Divida todos os afazeres da casa e que essa prática se estenda pós-quarentena. Se for preciso fazer uma listinha, faça.
  6. Nas horas de folga, tente levar uma vida “normal”. Veja filmes interessantes e que os dois possam assistir juntos, conversem com os amigos em comum pelos meets e afins da internet, joguem videogame, façam ginástica…
  7. Não perca a sua individualidade. Mantenha contato com as amigas…fale de suas ansiedades, saudades e da vontade de tudo acabar pra sair só você e elas. Ah, fale com a sua família também. E não esqueça de perguntar pra sogrinha se está tudo bem também.
  8. Proponha um jantar a dois com um look apropriado, um bom vinho…
  9. Antes de responder qualquer coisa ou brigar por algo corriqueiro, pense dez vezes…isso vale para os dois.
  10. Espero que sua relação sobreviva a essa pandemia e que saiam mais fortalecidos ainda nesse love, mas caso não dê certo essa convivência, talvez esteja na hora de pensar e perguntar se realmente vale a pena esse relacionamento, afinal, essa é a prova de fogo.

#fiqueemcasa

Ai você se mata de tanto desinfetar a compra do mercado, não vê a cara da rua há dois meses, se veste de astronauta pra ir jogar o lixo, compra dez máscaras de pano pra alguma emergência, adquire todos os alimentos que ajudam a aumentar a imunidade, pinta o cabelo com tinta de farmácia, briga com o amigo, com o parente, com o desconhecido na internet sobre a necessidade de ficar em casa e o bonitinho resolve sair, em plena pandemia, pra “espairecer” e lavar o carro…lavar pra quê, cidadão, se vai ficar na garagem???

O resultado dessa escapada? Castigo de 14 dias no quartinho da bagunça, com direito a 15 minutos diários de sol na sacada.

Se liga, rapaz.

O mágico de óh e o cara do elevador

Emily nunca sonhou se casar, tampouco usar os tradicionais vestidos brancos, grinaldas, buquê, enfim, sempre foi totalmente avessa a esse tipo de celebração e dizia que só subiria algum dia no altar com alguém se esse fosse muito rico. E olha que ela teve vários namorados com recheadas contas bancárias, desde o playboy metido que não fazia nada da vida, o médico que só pensava na expansão da sua carreira, o auditor fiscal, de apartamento  e carro luxuoso incompatíveis ao seu já alto salário… mas nessa listinha grande tinha também o músico sonhador , o vendedor de livros e outros tantos. Sua paixão, porém, foi mesmo por Andrey, o mágico pé rapado.

Foram dois anos de namoro, até que resolveram juntar as magias da paixão sob o mesmo teto. Emily tinha suas manias, e Henry suas chatices cotidianas. Ela queria morrer toda vez que abria o guarda-roupa e se deparava com o coelhinho branco, objeto de trabalho do amado, e ele, obcecado por limpeza, enlouquecia sempre que encontrava um copo sujo na pia. Com essas desavenças, vinham as discussões e, nesse quesito, Andrey era especialista – suas atitudes machistas exageradamente insuportáveis já não cabiam mais no paciência de Emily.

Ela exercia sua dupla jornada de trabalhar compulsivamente na atividade de professora dedicada, além de cuidar da casa, mas a bela era muito mais profissional do que recatada e do lar.

Ai dela se Andrey chegasse e encontrasse uma xicrinha de café fora do lugar. Daí vinham os insultos do mágico grosseiro, até que um dia a moça resolveu dar um chega pra lá no rapaz. Cansada de um longo dia de muito trabalho, chegou em casa e o belo dormindo, só esperando a amada chegar para preparar seu jantar.

Mal entrou e o rapaz logo disse: sua negligente, cadê a compra do mercado? Não trouxe nada? E voltou a cochilar. Emily respirou, contou até cem, pegou todas as louças limpas que restavam no armário, lambuzou tudo com dois pacotes de molho de tomate , virou a lata de lixo no chão, fez sua mala e deixou um recado.

Acho que você vai precisar fazer uma boa mágica aqui, quem sabe consegue tirar da cartola outra escrava porque essa aqui já era. Adeus, seu cretino.

Quando no elevador com três malas cheias, um belo rapaz prontificou-se a ajudar. Essa foi a melhor mágica que aconteceu na sua vida. Além de gentleman, educado e lindo, Leoni era expert na magia do amor.

Casal octogenário sobrevive junto ao coronavírus

Geralmente a gente publica alguns casos inusitados de amor, fatos engraçados que até nos trazem alguma identificação, o que nos faz rir da situação, não é mesmo? Agora então, nesse momento de pandemia do coronavírus,  em que a grande maioria precisou ficar confinada em suas casas, muitas histórias e memes teríamos e temos pra contar , entre elas brincadeiras de casais que tentam driblar a convivência de 24 horas juntinhos, sem poder sair de casa…

Mas a gente também se depara com uns casos que não tem como não compartilhar. Foi o que vimos agorinha em uma reportagem publicada no jornal El País, que relata toda uma trajetória de união de um casal espanhol, o senhor José Prieto Cerrudo (prestes a completar 89 anos) e sua dama, a senhora Guadalupe Matas Hernández (88).

Casados desde 1955, pais de sete mulheres, os dois vivenciaram uma situação bem delicada nos últimos dias, sendo diagnosticados positivos para a Covid-19. Talvez nunca os 65 anos de união foram tão fortalecidos em poucos dias deste março de 2020.

Segundo o texto, primeiro foi ele quem deu sinais da doença e logo foi internado. Alguns dias depois, Guadalupe também passou a sentir os sintomas do vírus e ambos passaram alguns dias no mesmo hospital, em andares diferentes.  Ocorre, porém, que ambos ficaram juntos lá também,  sob a seguinte justificativa médica:  “Quando estão em quartos diferentes, a pessoa fica o tempo todo pensando como está o seu cônjuge. São casais que passaram a vida inteira juntos, sabem que o outro está mal e nem se preocupa consigo mesmo, só lhe importa como estará o outro, e não saber desespera. Nossa política é reuni-los sempre que seu estado de saúde, dentro da enfermidade, não acarrete riscos. Neste caso, Guadalupe estava melhor e mais ativa que José, que estava mais doente”. Tanto é que, quando puderam lhe dar alta, respondeu que só sairia de lá com o marido” – e assim foi o que ocorreu.

José e Guadalupe, que agora vivem confinados no andar superior da sua casa, saíram dia desses à janela para posar para o fotógrafo do El País. “Também achamos que as coisas podiam não sair bem, sobretudo por meu pai, que já estava mal. Mas é possível, claro que sim: a maioria pode”, disse  filha à reportagem.

Sim, eles puderam e nós tivemos a alegria de ter essa boa notícia e ajudar a espalhar um pouco mais de esperança ao mundo!

(Imagem: El País)