#fiqueemcasa

Ai você se mata de tanto desinfetar a compra do mercado, não vê a cara da rua há dois meses, se veste de astronauta pra ir jogar o lixo, compra dez máscaras de pano pra alguma emergência, adquire todos os alimentos que ajudam a aumentar a imunidade, pinta o cabelo com tinta de farmácia, briga com o amigo, com o parente, com o desconhecido na internet sobre a necessidade de ficar em casa e o bonitinho resolve sair, em plena pandemia, pra “espairecer” e lavar o carro…lavar pra quê, cidadão, se vai ficar na garagem???

O resultado dessa escapada? Castigo de 14 dias no quartinho da bagunça, com direito a 15 minutos diários de sol na sacada.

Se liga, rapaz.

O mágico de óh e o cara do elevador

Emily nunca sonhou se casar, tampouco usar os tradicionais vestidos brancos, grinaldas, buquê, enfim, sempre foi totalmente avessa a esse tipo de celebração e dizia que só subiria algum dia no altar com alguém se esse fosse muito rico. E olha que ela teve vários namorados com recheadas contas bancárias, desde o playboy metido que não fazia nada da vida, o médico que só pensava na expansão da sua carreira, o auditor fiscal, de apartamento  e carro luxuoso incompatíveis ao seu já alto salário… mas nessa listinha grande tinha também o músico sonhador , o vendedor de livros e outros tantos. Sua paixão, porém, foi mesmo por Andrey, o mágico pé rapado.

Foram dois anos de namoro, até que resolveram juntar as magias da paixão sob o mesmo teto. Emily tinha suas manias, e Henry suas chatices cotidianas. Ela queria morrer toda vez que abria o guarda-roupa e se deparava com o coelhinho branco, objeto de trabalho do amado, e ele, obcecado por limpeza, enlouquecia sempre que encontrava um copo sujo na pia. Com essas desavenças, vinham as discussões e, nesse quesito, Andrey era especialista – suas atitudes machistas exageradamente insuportáveis já não cabiam mais no paciência de Emily.

Ela exercia sua dupla jornada de trabalhar compulsivamente na atividade de professora dedicada, além de cuidar da casa, mas a bela era muito mais profissional do que recatada e do lar.

Ai dela se Andrey chegasse e encontrasse uma xicrinha de café fora do lugar. Daí vinham os insultos do mágico grosseiro, até que um dia a moça resolveu dar um chega pra lá no rapaz. Cansada de um longo dia de muito trabalho, chegou em casa e o belo dormindo, só esperando a amada chegar para preparar seu jantar.

Mal entrou e o rapaz logo disse: sua negligente, cadê a compra do mercado? Não trouxe nada? E voltou a cochilar. Emily respirou, contou até cem, pegou todas as louças limpas que restavam no armário, lambuzou tudo com dois pacotes de molho de tomate , virou a lata de lixo no chão, fez sua mala e deixou um recado.

Acho que você vai precisar fazer uma boa mágica aqui, quem sabe consegue tirar da cartola outra escrava porque essa aqui já era. Adeus, seu cretino.

Quando no elevador com três malas cheias, um belo rapaz prontificou-se a ajudar. Essa foi a melhor mágica que aconteceu na sua vida. Além de gentleman, educado e lindo, Leoni era expert na magia do amor.

Casal octogenário sobrevive junto ao coronavírus

Geralmente a gente publica alguns casos inusitados de amor, fatos engraçados que até nos trazem alguma identificação, o que nos faz rir da situação, não é mesmo? Agora então, nesse momento de pandemia do coronavírus,  em que a grande maioria precisou ficar confinada em suas casas, muitas histórias e memes teríamos e temos pra contar , entre elas brincadeiras de casais que tentam driblar a convivência de 24 horas juntinhos, sem poder sair de casa…

Mas a gente também se depara com uns casos que não tem como não compartilhar. Foi o que vimos agorinha em uma reportagem publicada no jornal El País, que relata toda uma trajetória de união de um casal espanhol, o senhor José Prieto Cerrudo (prestes a completar 89 anos) e sua dama, a senhora Guadalupe Matas Hernández (88).

Casados desde 1955, pais de sete mulheres, os dois vivenciaram uma situação bem delicada nos últimos dias, sendo diagnosticados positivos para a Covid-19. Talvez nunca os 65 anos de união foram tão fortalecidos em poucos dias deste março de 2020.

Segundo o texto, primeiro foi ele quem deu sinais da doença e logo foi internado. Alguns dias depois, Guadalupe também passou a sentir os sintomas do vírus e ambos passaram alguns dias no mesmo hospital, em andares diferentes.  Ocorre, porém, que ambos ficaram juntos lá também,  sob a seguinte justificativa médica:  “Quando estão em quartos diferentes, a pessoa fica o tempo todo pensando como está o seu cônjuge. São casais que passaram a vida inteira juntos, sabem que o outro está mal e nem se preocupa consigo mesmo, só lhe importa como estará o outro, e não saber desespera. Nossa política é reuni-los sempre que seu estado de saúde, dentro da enfermidade, não acarrete riscos. Neste caso, Guadalupe estava melhor e mais ativa que José, que estava mais doente”. Tanto é que, quando puderam lhe dar alta, respondeu que só sairia de lá com o marido” – e assim foi o que ocorreu.

José e Guadalupe, que agora vivem confinados no andar superior da sua casa, saíram dia desses à janela para posar para o fotógrafo do El País. “Também achamos que as coisas podiam não sair bem, sobretudo por meu pai, que já estava mal. Mas é possível, claro que sim: a maioria pode”, disse  filha à reportagem.

Sim, eles puderam e nós tivemos a alegria de ter essa boa notícia e ajudar a espalhar um pouco mais de esperança ao mundo!

(Imagem: El País)

Casal se conhece, pega Covid-19 e passa a quarentena junto

O maior recente temor de grande parte dos casais é como conseguir resistir juntinho a uma quarentena, já que ter que passar o dia inteiro confinado sob o mesmo teto nem sempre é uma tarefa fácil. Sim, por mais que se entendam bem, dividir o mesmo espaço sabe-se lá até quando na condição obrigatória de não poder sair de casa nem sempre acaba em flores somente. Essa é a verdadeira prova de fogo.

Mas e quando o inusitado acontece, o que esperar dessa situação. Olha o que aconteceu com um casal norte-americano: após se conhecerem em um site de relacionamentos, um design de 23 anos e uma jovem, cuja idade, nome e profissão não foram revelados, resolveram se encontrar pessoalmente, isso ocorreu no início de março, quando ainda não havia sido decretada pandemia mundial em virtude da Covid-19.

Ficaram juntos nessa data e alguns dias depois ambos tiveram os sintomas da doença. Para surpresa de todos, resolveram passar essa etapa juntinhos e ao que consta deu tudo certo, segundo o rapaz, que ainda disse que esse caso vai ficar na memória de todos. “Provavelmente vou contar aos meus netos a história de como nos conhecemos”, disse ele.

Se os dois passaram por essa etapa, pode ter a certeza de que tudo dará certo para eles, passaram no teste. E você, como está sua quarentena com seu (a) amado (a)? Conta pra gente.

O pijama libertador

O marido de Lara era do tipo cheio de toques e chatices. Muitas das suas maluquices ela até achava graça, mas outras a deixavam no mínimo pensativa.

Imagine um dia de frio, muito frio, daqueles que a vontade é entrar no chuveiro fervendo, quente, tão quente a ponto de quase arrancar a epiderme, e depois sair e colocar um pijama bem quentinho e ficar em casa, lendo um livro, sem fazer mais nada. Foi o que Lara fez. Era início do entardecer.

Aquela cena de ver a mulher andando de pijama pela casa abespinhou o rapaz.

“Roupa de dormir é para dormir”, disse o bonitão. E quando ele cismava com algo, nada mudava sua opinião.

Ela estava tão a vontade naquele conjuntinho xadrez agradável que nem ligou para a opinião dele e foi para o quarto deitar um pouco. Mas seu humor sarcástico não a deixou quieta. A cada meia hora, saia para fazer algo na sala ou na cozinha, na maioria das vezes para provocar o parceiro. E cada vez que saía, ora para beber água, ora para ir ao banheiro ou pegar algo na sala, trocava de roupa, vestindo algo “adequado” para usar em casa. Não economizou nos looks com seus lindos vestidos de gala, incluindo sapato alto, brincos, anéis, colares…

Ao dormir, o rapaz deitou na cama com a mesma roupa do corpo usada o dia inteiro. Foram apenas três cutucões no ombro do moçoilo para ele entender que “dormir é com roupa de dormir”. Ele não gostou muito, mas colocou seu pijaminha de bolinha, virou para o lado e apagou num ronco só.

No dia seguinte, Lara acordou bem cedinho, fez suas malas e foi embora. Em sua primeira noite de casa nova resolveu dar uma festinha para os amigos.

Foi a melhor festa do pijama da sua vida!